Sempre que eu digo – e tenho dito cada vez mais – que quanto mais eu conheço sobre fragrâncias, mais eu aprecio o cheiro de corpo, de pele, meus interlocutores me olham hesitantes, desconfortáveis, com certo ar de reprovação… Reprovo eu essa associação do cheiro de corpo à sujeira!
Queria que todos perceberem que, assim como nossas digitais ou nossas íris, o cheiro do nosso corpo é único e essa exclusividade nos torna especiais. E isso, absolutamente, não tem nada a ver com falta de higiene.
Estou compartilhando tudo isso porque ontem, aqui em São Paulo, experimentamos um fenômeno meteorológico conhecido como “inversão térmica”: o dia começou mais quente e foi esfriando ao longo do período.
Isso fez com que a fragrância fresca e cítrica que usei após o banho da manhã permanecesse por mais tempo na minha pele, mas não impediu que, ao final da tarde, eu começasse a sentir o cheiro da minha pele, que continuava limpa porque trabalho em casa e não transpirei excessivamente.
Essa fusão de fragrância e pele me levou diretamente ao Musk for Men, da Jōvan, que celebra seu 40º aniversário este ano! Apesar das diversas possíveis revisões de fórmula e da inegável suavização de sua opulência original, Musk for Men continua oferecendo o seu melhor: o cheiro de pele/musk sob sua fragrância floral amadeirada. Acho sensual sem ser vulgar.
Seus toques cítricos, aromáticos e de especiarias frias, além de uma menta discreta, evocam a sensação de banho tomado – e a lavanda auxilia muito nesse sentido. Enquanto isso, o cravo (flor), madeiras ambaradas e, evidentemente, muito musk conferem uma dimensão de humanidade, de pele, que é simplesmente incrível!
Porém, para vivenciar essa magia, é necessário apreciar a sua própria pele, gostar dela, gostar de si.
Raramente discuto sobre “projeção e fixação” porque, para além de tecnicidades, essa questão pode gerar controvérsias. No entanto, por misturar o seu cheiro de pele com o nosso cheiro de pele, Musk for Men parece entregar uma perfumação muito mais longa, mesmo tornando-se mais sútil com o tempo. Seu efeito residual é perfeito!


