Sei que o timing não é o mais adequado, já que todo o mercado, e consequentemente o público, estão voltados para o Dia das Mães. O que acontece é que chegou uma frente fria em São Paulo e a temperatura baixou o suficiente para eu usar, com conforto, o novo Privé Homme Special, da Jequiti, lançado no início deste ano (2023).
Ao longo da minha vida, eu conheci alguns homens bastante elegantes. Mas, tenho certeza de que nenhum deles investiu tão pouco dinheiro para atingir o nível tão alto de elegância que Privé Homme Special proporciona.
Criado pela perfumista franco-lusitana, Carmita Magalhães para a casa de fragrâncias suíça, Firmenich, Privé Homme Special traz em sua abertura a nota de açafrão, – que não tem nada a ver com a cúrcuma, também conhecida por açafrão-da-terra.
O açafrão é um ingrediente bastante requintado, inusitado até, porque, embora seja de origem botânica, pode registrar um odor animálico, de couro – além de tabaco, especiarias quentes, e um toque floral que faz referência à nota de violeta. E é justamente esse aspecto de couro que dá o tom de toda a fragrância em sua evolução.
Acordes levemente frutados e um pouco ambarados garantem que esse aspecto de couro, e a presença de madeiras, nunca apresentem tons rústicos. Elegante, o Privé Homme Special é sempre elegante! Na base, a fava tonka se apresenta num tom licoroso, morno, e com o ládano, garante uma sensualidade sutil. De novo, elegante.
Embora também traga alguns elementos aromáticos, Privé Homme Special tem uma dissipação – depois do “blooming" na abertura – de moderada a suave, mais rente à pele, o que reforça o conceito de elegância.
A despeito da dosagem mais baixa, Privé Homme Special dura tempo suficiente na pele para causar a melhor impressão possível num evento mais requintado, confirmando a mensagem de elegância.


