Réveillon, ah, como eu gosto do réveillon! Excluindo o meu aniversário (10 de fevereiro) e, por conseguinte, o daqueles que estão próximos a mim, esta é a única data comemorativa, ou de celebração, que eu realmente dou importância.
Talvez porque, intrinsecamente, ambas carreguem em si o ideal de renovação de ciclos, de uma nova jornada, de um recomeço. E não me deixem esquecer: a vida é impermanência.
É este conceito de impermanência que me faz atento e me ajuda a fincar e espalhar minhas raízes no desejo de, a cada novo ciclo, me tornar alguém melhor, mais sábio, mais empático. A impermanência também me faz querer ser úmido como uma floresta tropical, porque a umidade se adapta ao meio, ao espaço, e isso me ajuda a lidar com a divergência, com o contraditório.
Estou falando isso, também, porque a fragrância que eu vou “vestir”, hoje, no réveillon, é Aroma, da Costa Brazil – uma marca de bodycare criada por Francisco Costa após se despedir da direção criativa de roupas femininas da Calvin Klein.
Aroma tem a fragrância densa e profunda de madeiras úmidas e funciona, para mim, quase como um ritual xamânico dos povos originários da nossa Amazônia. Eu também poderia considerar Aroma uma ode ao Clearwood® – ingrediente cativo da Firmenich – que é uma expressão suave e, sobretudo, incrivelmente limpa do patchouli.
Aroma me lembra muito da minha infância nas fazendas de MG, por onde eu brincava. Nelas, havia zonas de mata fechada e por mais quente e ensolarado que estivesse o clima, nessas regiões, à sombra, a temperatura era mais fresca, até com um ar mais frio, mesmo. Quando mais eu me embrenhava na mata, mais sentia o odor das madeiras, úmidas e em decomposição. Embaixo dessas madeiras, em contato com a terra, havia um certo calor, um quê incensado. Aroma traz em si esta paisagem, esta minha memória.
Quero encerrar, desejando que 2024 lhe traga a firmeza das madeiras e o poder de adaptação, da água, aos espaços que ocupa! Que você tenha convicção e flexibilidade! Sempre!
FELIZ ANO NOVO!


