Dia das Mães, sem comercial de margarina!
Desde quando minha mãe partiu, em dezembro de 2018, houve em mim uma série de transformações internas...
Deixei de ser mais combativo e tenho tentado ser mais conciliador, mais empático, talvez. Parei de querer falar tanto, de ensinar algumas verdades sobre a vida, e tenho buscado ouvir mais, aprender com as experiências – boas ou nem tanto – dos outros.
Acho que, de alguma forma, eu passei a ter algumas características pontuais da Dona Judith. E, por ironia do destino, a repetir em concordância a estrofe de uma canção que detestei por anos a fio por considerá-la uma ofensa pessoal:
"Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais"
Estou falando tudo isso porque, claro, temos visto pipocar as campanhas para o Dia das Mães em todas as redes sociais. Mas estou falando isso, mesmo, por conta da campanha de O Boticário.
Sem apresentar dicas de produtos ou a representação de mãe e filho de comercial de margarina, o filme – uma baita produção, de aplaudir de pé (veja o making of, aqui) – retrata uma das fases mais tensas e intensas da nossa vida – e, muito provavelmente, das mães também: a nossa adolescência.
Em cenas impossíveis de não me identificar, desde 2018, este é o primeiro filme comercial para o Dia das Mães que não me deixa triste, com sentimento de perda, mas que reforça a certeza do quanto eu fui amado e protegido e cuidado pela pessoa mais maravilhosa que caminhou comigo nesta vida, a minha mãe. Instantaneamente, meu coração é invadido por uma gratidão imensa e um calorzinho de colo, o melhor colo do mundo!
E este post era para isso mesmo, só para compartilhar o meu amor e gratidão pela Dona Judith – e exaltar um baita trabalho bonito, realmente tocante para mim!


