É com grande alegria – e um pouco de apreensão – que anuncio um novo espaço no Acontece Frangipani, dedicado exclusivamente aos protetores solares: o Escudo. A motivação para essa iniciativa talvez você já conheça: no início deste ano, meu irmão teve uma suspeita de câncer de pele. Felizmente, a biópsia não confirmou o diagnóstico, mas o susto foi suficiente para mudar minha percepção sobre os protetores solares. Mais do que parte da rotina de skincare, eles são uma ferramenta essencial de proteção e saúde.
Com isso, passei a testar protetores solares de forma mais criteriosa, analisando suas texturas, acabamentos e comportamento ao longo do dia. Mas, como a experiência com um protetor pode variar muito de pessoa para pessoa, achei essencial estruturar minhas impressões de maneira mais clara. Dessa forma, minhas análises não seriam apenas opiniões soltas – então, os textos serão mais diretos e objetivos, diferentes das resenhas de fragrâncias, ok?
Para garantir essa clareza, criei o Índice de Custo-Benefício (CB), um cálculo que busca equilibrar desempenho e preço, facilitando a compreensão da relação entre qualidade e valor pago.
Como avaliei os protetores solares?
Cada protetor solar passa por uma análise detalhada, considerando cinco critérios essenciais. A pontuação final não é uma simples média, mas sim uma média ponderada, onde cada critério tem um peso específico para refletir sua importância.
Os critérios avaliados e seus pesos são:
O que cada critério avalia?
Proteção (FPS e PPD/FPUVA) – 30%
A principal função do protetor solar é proteger contra os danos da radiação UV. Avaliei a relação entre FPS e PPD/FPUVA, garantindo um nível de proteção confiável.Textura, Aplicação e Sensorial – 25%
A experiência de uso faz diferença. Se um protetor for difícil de espalhar, pegajoso ou desconfortável, há grande chance de ser deixado de lado no dia a dia.White Cast – 20%
Resíduos esbranquiçados podem ser um problema para diferentes tons de pele. Avaliei se o protetor deixa marcas visíveis.Resistência (suor e água) – 15%
Se um protetor sai facilmente com suor ou água, pode comprometer a proteção. Aqui testei a durabilidade do produto em diferentes condições.Reaplicação e Desempenho ao Longo do Dia – 10%
Alguns protetores são ótimos na aplicação inicial, mas podem esfarelar, pesar ou perder eficiência ao longo das horas. Este critério analisa a performance ao longo do dia e em reaplicações.
Índice de Custo-Benefício (CB)
Além da Pontuação Total, também calculei o Índice de Custo-Benefício (CB), que ajuda a entender se um protetor entrega um bom desempenho pelo preço que custa.
Como calculei o CB?
O CB é obtido dividindo a Pontuação Total pelo custo por ml do protetor solar. Para manter os valores numa escala intuitiva (0 a 10), apliquei um fator de normalização.
Pontuação Total → Avaliação baseada nos critérios acima.
Preço por ml → Custo médio do produto dividido pelo volume da embalagem.
K (fator de normalização) → Ajuste fixo para garantir comparabilidade.
O CB não interfere na Pontuação Total, ele serve apenas como um comparativo de custo-benefício entre diferentes produtos.
Minha pele e meus hábitos
Mas números sozinhos não dizem tudo. Para que você possa interpretar melhor minhas impressões, é essencial conhecer minha pele e meus hábitos de uso. Então, vamos lá:
Tenho a pele muito branca e oleosa, que pode ficar ainda mais oleosa dependendo da temperatura. Embora não costume apresentar irritação, vermelhidão ou acne, minha pele pode sensibilizar dependendo da rotina noturna de skincare;
Não utilizo protetor solar combinado com outros produtos de skincare nem maquiagem.
Sou muito peludo, o que pode influenciar a espalhabilidade e absorção dos produtos na pele do corpo, e sou calvo, então costumo testar protetores também no couro cabeludo. Eventualmente, uso barba curta, o que pode afetar a aplicação na região. Como transpiro bastante em dias muito quentes ou ao praticar atividades ao ar livre, levo em consideração a resistência ao suor.
As avaliações vão refletir a minha experiência pessoal, mas é importante lembrar que os resultados podem variar para outros tipos de pele e rotinas de uso.
O Escudo não pretende estabelecer verdades absolutas, mas sim oferecer um olhar honesto e detalhado sobre como os protetores solares se comportam no meu dia a dia. Compartilhar experiências com transparência sempre foi um pilar essencial para mim, e não seria diferente agora. Minha intenção é tornar essa conversa mais acessível e prática, para que você possa usar essas informações da melhor forma possível na sua própria rotina de proteção solar.
Se esse também é um tema importante para você, te convido a acompanhar o Escudo. Vamos juntos explorar esse universo e trocar ideias sobre produtos que fazem (ou não) sentido no dia a dia.




