Desde sempre, o patchouli é um ingrediente que me fascina. Isso talvez se explique pelo fato de eu ter nascido junto com a Disco Music, no início da década de 1970, ainda com um quê de Hippie, o movimento da década anterior. Em ambos, o patchouli era quem dominava olfativamente, fosse pelos óleos essenciais e incensos queimados pelos hippies para disfarçar outra erva queimada, fosse pelas verdadeiras "bombas" que eram os perfumes utilizados em noites de baladas nas discoteques da época.
Patchouli também é o nome do novo integrante da coleção Eaux de Toilette da Granado! E que espetáculo de fragrância! Um trabalho belíssimo criado pelo perfumista Leandro Petit, da Givaudan.
Você já deve saber que a linha Eaux de Toilette é aquela linha exclusiva da Granado, dedicada ao uso das fragrâncias em camadas/layering – e eu gosto muito, muito mesmo dessa ideia de uso!
Mas preciso dizer uma coisa: o Leandro criou uma construção tão rica em detalhes que vale muito a pena, pelo menos de início, utilizá-la isoladamente e perceber o universo de nuances que a fragrância apresenta.
Em maior ou menor escala, a nota de patchouli está presente durante toda a evolução da fragrância, apresentando todas as características que lhe são peculiares, desde o aspecto verde, úmido, passando pelo terroso, escuro, até chegar a um amadeirado morno, acobreado.
Na abertura, de forma intensa e surpreendente, a nota de guaiaco surge impetuosa, também apresentando sua riqueza de nuances, e por um bom tempo é ela quem direciona toda a fragrância. Suas notas são de um amadeirado especiado, picante, com um toque de pétalas de rosas secas, como um chá, levemente balsâmico, com um toque oriental, ambarado, e um pouco defumado.
Aos poucos, um combo simplesmente perfeito de patchouli e olíbano vai surgindo, e, com ele, encantamento!
Patchouli, da linha Eaux de Toilette da Granado, é uma obra de arte que merece ser apreciada!


