O "sultão" dos elogios!
Quebrando o status quo tácito da indústria, BOSS Bottled Elixir conquista elogios
A expectativa de alta "elogiabilidade" nunca é um critério na escolha de um novo perfume para mim. Ainda assim, preciso compartilhar o meu espanto – positivamente falando – com algo que aconteceu ontem, durante o coquetel de confraternização da ABIFRA (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Essenciais, Produtos Químicos Aromáticos, Fragrâncias, Aromas e Afins). Fui elogiado diversas vezes pela fragrância que estava usando!
Pela minha experiência empírica, não é comum receber elogios sobre a fragrância que usamos em eventos da indústria de perfumaria. Faz sentido, já que nenhuma casa quer correr o risco de enaltecer a criação da concorrência. Porém, ontem, três ou quatro convidados desse petit comité – o que aumenta o "peso" de cada elogio – fizeram questão de destacar o perfume que eu usava: Boss Bottled Elixir!
Não sei a concentração exata de essência da fragrância, mas acredito que ela não seja um "elixir" no sentido literal. Ainda assim, sua construção olfativa traduz perfeitamente o conceito. Para mim, três notas são fundamentais nessa obra-prima: olíbano, patchouli e ládano.
O olíbano, muitas vezes associado a um "incenso" quente e resinoso, revela uma evolução fascinante, que vai do frescor de uma resina de pinho a um aspecto balsâmico, complementando o também balsâmico, porém mais resinoso, ládano. Ligando essas duas notas, surge um patchouli "torneado": não tão "limpo" quanto as versões resultantes de upcycling, mas menos terroso e com um tom agradável e morno.
Essa tríade cria uma amálgama perfeita, de evolução lenta, mas belíssima. Embora alguns possam achar que a fragrância soa linear, para mim, isso não importa – ela é tudo, menos entediante!
Boss Bottled Elixir é uma criação brilhante de Annick Ménardo e Suzy Le Helley (Symrise) e, ontem, conseguiu quebrar o status quo "tácito" de não elogiar publicamente o perfume do amiguinho.
Vale MUITO conhecer – ainda que você não receba elogios!


