Meu primeiro contato com o cheiro de shissô – ou shiso – em uma fragrância foi com Shi_sõ, da Nomenclature, uma marca de nicho estadadunidense, entre 2018 e 2019 (não me recordo exatamente o ano).
Não vou negar que estava totalmente encantado com as seis ou sete amostras de fragrâncias que havia recebido dessa marca, então pouco conhecida por aqui e famosa pelos frascos que lembram balões de Erlenmeyer.
Mas o frescor de Shi_sõ realmente me chamou a atenção. Ainda que não seja uma fragrância baseada em uma única nota ou molécula, todos os ingredientes colaboram para criar essa impressão de frescor, como se fossem facetas do próprio shissô, só que supersaturadas.
Direto ao ponto: as notas de shissô – uma erva de origem asiática – são herbáceas, verdes, picantes, com toques de alcaravia (lembra um cominho mais fresco) e maçã, conferindo uma sensação de frescor e naturalidade às fragrâncias. Alguns destacam a nota de hortelã no shissô, mas, para mim, ela se assemelha mais ao poejo – mais suave e aromático, em contraste com o aspecto mentolado da hortelã. Também tem um toque de manjericão, igualmente mais sutil.
Eu não gosto de escrever textos que soem didáticos, então peço desculpas se esse parecer assim. Não tenho formação específica para isso e nem tenho essa pretensão.
Contudo, por conta do lançamento do perfume Herchcovitch;Alexandre, da Mahogany, achei que poderia ser interessante entender melhor essa fragrância – que resenharei em breve –, sem precisar focar demais em notas específicas, como angélica (que não é tuberosa) e shissô.
Espero que você tenha gostado de saber um pouco sobre o frescor delicioso da nota de shissô, essa desconhecida!


